Madrugada do dia 2 de Março de 1987 na pequena localidade de Casalito na Marinha
Grande, Sandra Maria Simões Jorge, de 14 anos, é acordada pelo seu pai, Vítor Jorge
que desesperado, lhe pede para que se vista rapidamente porque ele tinha acabado de
atropelar um homem e precisava da sua ajuda. Quase que em piloto automático, Sandra
obedece até porque com o pai nem sequer era possível questionar, obedecia-se e pronto.
Depois de se vestir, a jovem segue com o pai, até próximo de um pinhal, mas quando o
pai começa a entrar pelo meio dos pinheiros, Sandra começa a estranhar... afinal onde
estava o homem atropelado? Essa resposta seriam os seus proprios olhos que lha
dariam... algo não batia certo... alguns metros mais à frente, Sandra vê a sua própria mãe
estirada no chão, sem se mexer e coberta de algo vermelho, desviada, mas a pouca
Distância a sua irmã mais velha Anabela encontrava-se na mesma situação... mas emitia
um barulho borbulhante enquanto respirava... sem perceber o que se estava a passar
Sandra olha para o pai com os olhos assustados... Pai? Pergunta ela... o que se esta aqui
a passar? Vítor olha para a filha e com os olhos ausentes de algum tipo de sentimento,
respondeu. - Antes delas, foram mais 5 na praia do osso da baleia, e antes que Sandra
conseguisse sequer entender aquelas palavras, Vítor ergueu a mesma lâmina que ceifara
a vida da mulher e da sua filha mais velha, e tentou atingir Sandra, mas esta desvia-se e
escapa à investida, Vítor tenta de novo, mas Sandra estava decidida a lutar pela sua vida
e tenta tirar a lâmina ao pai enquanto este a agarrava por um braço, tentando atingi-la.
Num golpe de sorte, Sandra consegue soltar-se e correr... ela simplesmente correu, sem
saber para onde, mas correu, até chegar a uma povoação, eram 3h da manhã. A jovem
batia nas portas das casas que encontrava e gritava por ajuda, porém, e apesar de mais
tarde muitos admitirem ter ouvido, não se atreveram a abrir com receio. Foi então que,
numa rua deserta e escura, Sandra avistou um carro em manobras. Tratava-se de um
homem que chegava a casa, vindo de um café na freguesia vizinha, que costumava ficar
aberto até mais tarde. Quando ele viu a jovem desesperada a correr na sua direção,
gritando – “O meu pai, a minha mãe, a minha irmã... ele também me quer a mim” – o
homem congelou, pensou em fugir dali o mais rápido possível, mas, apesar do medo de
que tudo fosse uma armação, decidiu ajudar. Colocou Sandra no carro e levou-a até ao
café, onde chamaram a Guarda Nacional Republicana.
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FONTES E CRÉDITOS:
Livro "Psicopatas Portugueses" de Joana Amaral Dias
Jornal "Observador"
Jornal "Correio da Manhã"
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