ROMARIA DE S. JOÃO D' ARGA
Na vigília da degolação de S. João, a 28 de agosto, a manhã começa com a celebração penitencial às 09:00, após a qual os cristãos celebram o sacramento da confissão. Às 10:00 tem lugar a entrada da banda de música no recinto, para que às 10:30 seja celebrada a eucaristia, com o primeiro dos sermões, relativo ao ministério de S. João de Arga. Às 15:00 tem lugar a celebração penitencial, a que se seguem as confissões. Às 16:00 é celebrada a santa missa e proferido o sermão da prisão de S. João por Herodes. Segue-se a majestosa procissão em honra do Percursor. Nela são integrados os estandartes religiosos e os andores com as imagens de S. João de Arga e Santo Aginha, um salteador que encontrou outrora neste templo da Serra de Arga o ambiente propício à sua santificação.
Após a procissão terminam as celebrações oficiais, mas continuam as orações particulares dos milhares dos romeiros que, à chegada ao santuário se dirigem à capela, onde dão 3 voltas em louvor da Santíssima Trindade. Durante esse percurso vão rezando: pedindo e agradecendo os milagres que Deus opera por intercessão de S. João de Arga. Muitos fazem a romaria de joelhos, tantas vezes ferindo os joelhos, mas ao apelo de que “Deus não quer isso” respondem: “isso é comigo e com Ele!”: cada pessoa tem a sua história e o seu caminho e tantos são os caminhos que levam a S. João de Arga; existem os que fazem o percurso das sete serras a pé, caminhando por montes e vales durante horas para chegarem ao santuário. Esses, agarrados ao bordão de peregrino, fazem a romaria com uma alegria indescritível, pois chegaram com o cansaço a pesar, mas a fé a guiar; há os que chegam com vontade de saírem dali mais preenchidos: vêm à procura de algo ou de alguém que os preencha e complete; há também os que, de terço na mão, fazem a romaria, juntamente com os que, sem perceberem bem porquê, se deixam levar pela tradição, “porque sempre se fez assim”… Todos e cada um com a sua história fazem a romaria em torno da capela e, enquanto uns rodam, outros entram no templo. Lá dentro o ambiente é diferente! As flores ornamentam o andor de Aginha, um cidadão do mundo, que esteve outrora naquele mosteiro como tantos outros que estiveram e estão, mas que se tornou habitante do céu, onde está o S. João de Arga que, do seu altar pétreo aponta sem cessar “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. É para o altar de S. João que se dirigem todos. Pelo caminho entregam a sua “esmola ao santo”. Chegados ao altar pegam na cruz antiquíssima, beijam-na e, com ela, tocam a imagem que se encontra no seu altar barroco. Depois de um momento de oração regressam, mas por outro caminho: passam no altar de S. Miguel Arcanjo, representado a derrotar o Demónio. Aqui os peregrinos deixam a “esmola ao diabo”. É uma esmola pequena, dizendo a Satanás que pode ficar com os restos, pois “o santo” é que ficou com a esmola maior.
Este ritual vai-se cumprindo ao longo do dia 28 e continua a 29 de agosto, o dia da “degolação de S. João Baptista” pelo rei Herodes. O dia no mosteiro começa cedo: às 7:00 é recitado o rosário. Às 7:30 são acolhidos os peregrinos que chegam a caminhar de tantos lugares para participarem na primeira missa. Nesta celebração estão muitas pessoas que caminharam várias horas de noite, para chegarem na alvorada do dia santo. A segunda eucaristia solene com sermão na capela do mosteiro é celebrada às 9:00 e a terceira é às 10:30. Após esta celebração é feita a procissão em honra do Mártir S. João de Arga.
Durante toda a manhã há a celebração do sacramento da penitência.
Após o almoço e durante toda a tarde chegam peregrinos que vêm cumprir suas promessas e rezar neste local bendito.
Информация по комментариям в разработке