📌 CISÃO, MIGRAÇÃO E HEDGE! O FII QUE VIROU NOVELA MEXICANA (COM DIREITO A ...
O cotista de RRCI11 está diante de um verdadeiro roteiro de novela: cisão parcial, migração para um novo fundo (RRCI2), possibilidade de liquidação e até um possível casamento com o RB HEDGE FUND, tudo isso temperado com um potencial conflito de interesses digno de um capítulo especial. A proposta da administradora é clara: dividir o fundo, criar o RRCI2 para abrigar parte dos ativos e, caso aprovado, liquidar o RRCI11, entregando cotas do novo RB HEDGE FUND aos cotistas remanescentes. O detalhe picante é que tanto o novo fundo quanto o hedge fund são geridos e administrados pelo mesmo grupo, o que levanta a bandeira vermelha do conflito de interesses – mas, pelo menos, a administradora foi transparente e jogou a batata quente para os cotistas decidirem.No cenário operacional, o RRCI11 vem apresentando uma rentabilidade patrimonial negativa nos últimos meses (-0,60% em agosto, -0,16% em julho), com dividend yield estável em 0,94% ao mês. O valor patrimonial da cota está em R$ 89,67, mas a cotação de mercado está bem abaixo, na casa dos R$ 76,20 (VWAP semanal), refletindo um desconto relevante frente ao valor patrimonial. O histórico de proventos mostra consistência (R$ 0,85 por cota há 12 meses), mas o rendimento real está pressionado pela inflação (IPCA 12 meses em 5,23%) e pela SELIC nas alturas (15% a.a.), tornando o yield menos atrativo em termos reais.A liquidez do fundo melhorou no curto prazo, com volume médio semanal de 2.862 cotas, mas ainda é modesta para padrões de FIIs de maior porte. O passivo segue controlado, mas o valor a receber caiu nos últimos meses, indicando possível redução de fluxo futuro. O cotista agora precisa decidir: migra para o RRCI2, com prazo determinado e possibilidade de alienação de ativos para partes relacionadas, ou permanece no RRCI11 para receber cotas do RB HEDGE FUND, assumindo o risco de uma liquidação em ambiente de potencial conflito de interesses? A administradora, prudentemente, lavou as mãos e deixou a decisão para a assembleia.O contexto macro não ajuda: inflação persistente, juros altos e mercado de FIIs pressionado. O desconto de mercado pode ser oportunidade para quem acredita na reestruturação, mas o risco de governança e a incerteza sobre o futuro dos ativos exigem cautela redobrada. O investidor deve analisar com lupa os materiais disponibilizados e ponderar se o roteiro proposto faz sentido para seu perfil de risco e horizonte de investimento.
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⚠️ O RRCI11 está em um momento decisivo, com múltiplos caminhos e nenhum deles isento de riscos. O desconto de mercado pode ser atrativo, mas o investidor precisa estar confortável com a governança e com a possibilidade de liquidação e migração para novos fundos do mesmo grupo. O cenário macro desafiador e o potencial conflito de interesses exigem atenção redobrada. Para quem gosta de emoção e acredita na capacidade de execução do gestor, pode ser uma oportunidade. Para os mais conservadores, talvez seja hora de buscar alternativas menos novelescas. Fique atento, leia o manual da assembleia e prepare a pipoca: o próximo capítulo promete fortes emoções!
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