Em entrevista ao Meio Dia RN, da 96 FM Natal, o senador Rogério Marinho (PL-RN) detalhou a crise em Brasília após as descobertas com relação ao Banco Master e, principalmente, a relação com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Assista:
Em outro trecho da entrevista, o senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que a “investigação da imprensa” e parte do ambiente político “estão acordando” agora, depois de, segundo ele, terem passado “muito tempo passando pano” para ministros do Supremo Tribunal Federal. Na avaliação do senador, a mudança de postura ocorre porque “tão vendo que criaram monstro” e “tiraram literalmente o gênio de dentro da garrafa”.
Marinho citou o inquérito das fake news, aberto em 2019 “de ofício”, e disse que ele vai completar oito anos, apesar de, na versão apresentada pelo senador, poder durar “no máximo 60 dias, 90 dias”. Para ele, o contexto de defesa institucional do STF teria permitido excessos, e a narrativa pública de proteção da democracia teria servido para justificar medidas que, nas palavras do parlamentar, chegaram a “estuprar a democracia”.
Ao comentar a dificuldade de avanço de medidas no Congresso, Marinho afirmou que “tudo que acontece hoje no Congresso é fruto do voto do cidadão brasileiro” e lembrou que o país vive um regime presidencialista. Ele disse que existem “pelo menos 60 pedidos de impeachment contra diversos ministros do STF”, mas que o regimento dá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o poder de abrir o procedimento, algo que “evidentemente não fará”, segundo o senador.
O parlamentar também apontou as eleições de 2026 como “janela de oportunidade” para mudar a correlação de forças na Casa e defendeu que o tema passe a ser central no debate eleitoral. Marinho afirmou que candidatos ao Senado que não se comprometerem a “cumprir a lei” e a exercer o papel de “moderar o outro poder”, evitando abusos e ultrapassagens da Constituição, “não merecem o voto da população”.
No fim, ele descreveu um cenário de crescente contestação e disse que, com o avanço da insatisfação, autoridades podem sofrer restrições de exposição pública. Marinho afirmou que o momento pode chegar a um ponto em que “essas pessoas não vão mais poder andar nas ruas” e teriam de recorrer a deslocamentos mais restritos, como “os jatinhos dos amigos”, em vez da “aviação tradicional”.
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