Cada texto quando ele é escrito, naturalmente tem-se o objetivo de expressar idéias, informações, dentre outras coisas, que precisam necessariamente, expor com clareza e fluidez uma linha de raciocínio. Quando o lemos, espera-se que na tentativa de interpreta-lo, possamos perceber em linhas gerais, a idéia principal e suas subsequentes inferências. Por essa causa, em toda leitura que nos propomos a fazer, devemos imediatamente após a leitura, lançar perguntas ao texto, de modo que ele mesmo consiga por si só, nos responder.
Perícope, portanto, é em sentido amplo, pequenos trechos de um texto maior, que exprimem uma ideia particular, mas que corresponde ao todo do texto grande. Tem como papel didático, exprimir ideias de modo progressivo e gradual, pouco a pouco, mas que somados, nos conduzem à compreensão mais ampla e geral.
Uma vez que o papel das Perícopes é expor pequenas idéias progressivamente até nos conduzir a uma ideia geral, percebe-se que ao nos conduzirmos por elas, adquirimos ainda mais profundidade e conhecimento no texto estudado, uma vez que nelas, uma série de informações particulares são trazidas à tona, de modo a embasar e dar o devido apoio a ideia geral.
Quando o texto bíblico se divide em capítulos e versículos, o que se vê ali, é na verdade uma tentativa de definir perícopes, e assim facilitar a compreensão do texto geral. O que acontece é que os capítulos e versículos que tradicionalmente temos impressas em nossas Bíblias, estão em grande parte organizados de maneira errada e por isso, são em grande parte um forte empecilho para uma boa e edificante interpretação bíblica.
Por fim, cada Perícope tem em sua estrutura três partes básicas, sendo elas: introdução, desenvolvimento e conclusão. Diante disso, será o nosso contínuo desafio perceber quais as divisões naturais dos livros bíblicos, ou seja, procurar por meio de leituras exaustivas, perceber onde estão as perícopes, que são os limites naturais no texto bíblico.
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