THE LEITE SHOW APRESENTA o piloto não aprovado de um seriado que, posteriormente, seria todo reformulado e daria origem a "Spectreman" (1971-1972). A P Productions foi uma produtora fundada em 1960 por Tomio Sagisu e responsável, além de Spectreman, outros grandes sucessos do gênero como Kamen Rider, Lion Man, Vingadores do Espaço, entre outros. Ela também criou alguns animes que fizeram sucesso na TV japonesa. No início de 1970, o presidente da P-Productions, Tomio Sagísu, teve a ideia de criar um programa em que "monstros macacos alienígenas" seriam vilões e teriam o papel principal. Talvez a inspiração tenha vindo do mais recente sucesso do cinema americano na época: O Planeta dos Macacos. O argumento agradou e, em agosto, um episódio piloto de oito minutos chegou a ser gravado. Nesse teste, intitulado Choujin Elementman, o herói tinha um visual todo vermelho, bem diferente do que acabou se tornando Spectreman — a máscara, por exemplo, mostrava a boca do ator. Já o famoso vilão Dr. Gori não existia nessa versão. No lugar dele, havia apenas Karas, que viria a ser, na versão definitiva, o divertido assistente de Gori.
As cenas de ação do herói eram interpretadas pelo ator Kouji Uenishi, já muito conhecido na época por encarnar o Ultraseven transformado. Uenishi acabou permanecendo na versão definitiva da série dando movimentos a Spectreman e também ao assistente Karas. Em entrevistas à imprensa, o ator revelou que ia frequentemente ao zoológico estudar a movimentação dos gorilas para dar vida ao personagem. Para a versão humana do herói, foi escolhido o ator e carateca experiente Tetsuo Narikawa.
A proposta da P-Productions foi aceita pela TV Fuji. Mas, para ir ao ar, a emissora exigiu algumas alterações, como a máscara do herói, que deveria cobrir toda a cara do ator. Ajustes feitos, no dia 2 de janeiro de 1971, a série estreava com o título Uchu Enjin Gori (Gori, o Homem-Macaco Espacial). Passados alguns episódios, porém, telespectadores reclamaram do nome da série. Foi então que, na aventura 21, ela passa a se chamar Uchu Enjin Gori Versus Spectroman. A partir do capítulo 40, viria a se chamar apenas Spectroman (Spectreman é o título internacional do programa).
Os efeitos especiais eram muito arcaicos e tão limitados que, popularmente, passaram a ser denominados "defeitos especiais". Segundo Tomio Sagísu, houve uma terrível falta de tempo na produção dos primeiros episódios, causada pelas mudanças de última hora pedidas pela TV Fuji. Tanto que o monstro Midron, que aparece no episódio 3, era, na verdade, um reaproveitamento da fantasia utilizada no episódio piloto. Outro monstro também seria repetido: Zeron, do capítulo 4, veio de outro projeto da produtora, Jaguarman (1967).
Com o orçamento muito restrito, a P-Productions teve que improvisar para colocar em prática as histórias criadas pelos roteiristas. As cidades cenográficas eram feitas de isopor e materiais afins. Em uma luta entre Spectreman e algum monstro no meio da cidade de Tóquio, quase sempre ambos acabavam atingindo um prédio, que era destruído – ou quebrado, pois era perceptível a presença das lâminas de isopor branco pintados de cinza.
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