Para 2 crianças cantoras solistas (voz), coro infantil, piano obligato e orquestra de câmara.
Coro Infantil do Kibutz Hatzerim e do Conservatório de Música de Beer-Sheva -
Crianças solistas: Hagit Shapira e Ruth Halifa
The Israel Sinfonietta -
Regente: Jorge Antunes
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TEXTO DO ENCARTE DO DISCO "¡NO SE MATA LA JUSTICIA!" (2003) -
A obra é dedicada à memória do Arcebispo de San Salvador, D. Oscar Arnulfo Romero, que foi assassinado em Março de 1980 por radicais de direita. O coro infantil recita e canta textos de Don Romero, dos Salmos 55, 56 e 59 de David, assim como outros textos condenando a violência e a injustiça social, extraídos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, e de escritos de Che Guevara, Naji Alush e Vassili Vassilikos.
A obra foi escrita durante os quatro meses de estadia do compositor em Jerusalém e no Kibutz Hatzerim, como hóspede especial do Festival da SIMC 1980, pelo prêmio recebido em concurso internacional promovido pela Sociedade Israelense de Música Contemporânea. A visita do compositor à Cidade Santa o influenciou enormemente com relação ao caráter geral da obra, pois que, conforme afirmou, ele "sentiu em cada pedra de Jerusalém a dor e o sofrimento do homem". Esse sofrimento é representado pela cor violeta que, de acordo com a Teoria Cromofônica de Antunes, corresponde à nota Mi, na qual a obra se baseia.
As três seções da obra são construídas, assim, com base na nota Mi e em sua série harmônica.
TEXTOS UTILIZADOS NA OBRA:
"Livra-me, Senhor, dos meus inimigos; destrói e divide as suas palavras: vejo violência e luta na cidade. Livra-me dos que praticam a iniquidade e salva-me dos homens sanguinários". (David, trechos dos Salmos 55, 56 e 59. Na obra, o Coral Infantil canta o texto original em hebraico).
"¡No se mata la justicia!" (Don Romero)
"Nul ne sera soumis à la torture, ni à des peines ou traitements cruels, inhumains ou dégradants. Nul ne peut être arbitrairement arrête, détenu ou exilé. Tout individu a droit à la liberté d'opinion et d'expression". Tradução: "Ninguém será submetido a tortura, nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes. Ninguém pode ser arbitrariamente preso, detido ou exilado. Todo indivíduo tem direito à liberdade de opinião e expressão. (Declaração Universal dos Direitos Humanos)
"En cualquier lugar que nos sorprenda la muerte, bienvenida sea siempre que nuestro grito de guerra haya llegado hasta un oído receptivo y otra mano se tienda para empuñar nuestras armas". (Che Guevara)
"Ele vive!" (Vassili Vassilikos. Na obra o Coral Infantil diz a expressão original em grego: - Zei!)
"Eu o conheci. Sua roupa, seu sangue derramado sobre o solo árido diziam-me que ele era um dos nossos". (Naji Alush)
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