Em 1º de janeiro de 1949, em Rio Cerro, Município de Jaraguá - SC – era fundada a Sociedade Recreativa Alvorada – uma referência ao Palácio da Alvorada de Brasília (DF) – na comunidade remanescente da colonização pomerana e alemã. A nova entidade associativista era dissidente do antigo Salão Gumz.
Durante mais de uma década, a Sociedade Alvorada funcionou com nome de Aurora - do latim aurora, com um significado bem evidente: "aquela que é como o nascer do sol" (Dicionário de Nomes Próprios).
A sede social é na Rodovia Wolfgang Weege (Rua Gustavo Gumz), cuja edificação é de arquitetura autoportante, sendo revestida a fachada principal com traços característico da imitação do enxaimel (fachwerk), denotando a influência germânica.
Ao longo dos 70 anos, a entidade associativista tem como principal finalidade salvaguardar a manifestação das festas de rei e rainha do tiro ao alvo (patrimônio do schützenverein) e a prática esportiva do bolão. Isso a torna conhecida e respeitada face ao compromisso de manter a cultura associativista dos antepassados, com raízes comunitárias.
No sábado, 5 de janeiro de 2019, a diretoria, através da presidente, Viviane Raquel Wolodasczyk; diretor social, Marcelo Prochnow e demais membros organizaram a celebração do primeiro evento comemorativo dos 70 anos de fundação . Assim, a festa foi temática, pois celebrou o patrimônio do schützenverein, prática esportiva razão da fundação da entidade associativista.
A corte das majestades era assim composta:
Ismar Budendorf – rei;
Jaime Viergutz – 1ºcavalheiro;
Ademir Mathias – 2º cavalheiro.
Alice Mathias Reinke – rainha;
Laurina Mathias – 1ª princesa;
Fabiane Martins – 2ª princesa.
A tocata Adler’s Band do Conjunto Rural do Rio da Luz foi escolhida para abrilhantar a celebração, pela representação simbólica e importância, na difusão da música folclórica germânica.
Os associados prestigiaram o evento, bem como representantes de outras sociedades de tiro alvo de Jaraguá do Sul e cidades vizinhas - Blumenau, Pomerode, Schroeder - compareceram para compartilhar da festividade, marcada pela tradicional ritualística folclórica de busca das majestades, sessão de homenagem histórica (destaque Curt Hass, narrou uma fração de memória), jantar típico – culinária alemã e pomerana – e baile social.
No decorrer do ano será organizada outro evento social, para homenagear as famílias remanescentes e cidadãos (ãs), que marcaram e continuam marcando presença, na Sociedade Alvorada, com valioso trabalho colaborativo e voluntariado. Dessa forma fortalece o associativismo comunitário, do lazer social e cultural.
Fica o registro a todos que se empenharam para o evento festivo dos 70 anos fosse marcado pela hospitalidade e respeito às tradições germânicas, indicativo de peso na identidade do município jaraguaenses, a “Pérola do Itapocu”.
Ademir Pfiffer – Historiador
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