CASO ALFREDO FREIRE: FAMÍLIAS INVADEM CASAS INACABADAS EM UBERABA E EXIGEM SOLUÇÃO IMEDIATA
Uma mobilização intensa marcou o início do fim de semana no Residencial Alfredo Freire IV, em Uberaba. Diversas famílias ocuparam imóveis ainda inacabados do programa Minha Casa, Minha Vida, sob responsabilidade da Caixa Econômica Federal. As unidades habitacionais, que deveriam ter sido entregues há anos, permanecem em estado de abandono, o que motivou a ocupação neste sábado (19).
A ação, que reuniu moradores indignados e atraiu a atenção da imprensa local, mobilizou também as autoridades. A Polícia Militar foi acionada e recebeu autorização para realizar a desocupação forçada dos imóveis. De acordo com relatos, as casas estão em condições precárias, com sinais evidentes de deterioração.
Durante a cobertura ao vivo realizada pela TV Uberaba, moradores denunciaram o descaso com famílias contempladas há mais de uma década. “Tem gente esperando desde 2009. As casas estão largadas, cheias de mato, bicho, e a gente querendo reformar por conta própria para morar”, relatou uma das moradoras presentes.
Em entrevista, a presidente da Companhia Habitacional do Vale do Rio Grande (Cohagra), Érika Martins, afirmou que a responsabilidade pela conclusão das obras é da Caixa Econômica Federal. Ela destacou que o processo encontra-se em fase final de regularização junto ao Ministério Público, e que há expectativa de retomada das obras em breve. No entanto, alertou que a ocupação dos imóveis pode gerar consequências negativas. “Quem invade corre o risco de perder o direito à casa, inclusive aqueles que já têm inscrição ativa no programa”, enfatizou.
A declaração gerou reações imediatas, inclusive do vereador China, que esteve no local para apoiar os manifestantes. “É vergonhoso ouvir isso. Essas famílias já foram contempladas, e a prefeitura não deu conta de resolver. Agora ameaçam tirar o direito delas? Isso é desumano”, criticou o parlamentar, que também apontou falhas na condução da política habitacional do município. “Tem gente morando debaixo de plástico, passando fome. É hora de dar prioridade a quem realmente precisa.”
China ainda sugeriu que as 290 unidades habitacionais previstas para o bairro Valim de Melo sejam destinadas, de forma emergencial, às famílias com cadastro ativo que aguardam há anos por uma moradia digna.
A população segue mobilizada e promete não recuar até que haja uma resposta concreta do poder público. Segundo o Ministério Público, o prazo para a resolução definitiva da situação do residencial termina no fim de maio.
Enquanto isso, as famílias seguem à espera, divididas entre a esperança e o temor da remoção forçada.
Pauta e Entrevista:
Henrique Botelho
Imagens:
Jailton Gonçalves
Realização:
TV Uberaba Online
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