Relatórios técnicos recentes apontam rachaduras, infiltrações e falhas de manutenção na estrutura das barragens de Coremas que, juntas, formam um dos maiores reservatórios de água da Brasil. O Ministério Público Federal entrou na Justiça exigindo medidas urgentes de segurança. Aproximadamente 15 mil pessoas vivem nessa área, pertinho da represa, exatamente no caminho que as águas farão no caso de um rompimento. É, Quando se trata de barragens… qualquer falha pode virar uma tragédia. As perguntas que precisam ser feitas são simples…
Coremas está segura ? as barragens da Paraíba são confiáveis ? Entenda comigo, a partir de agora
Pois é, amigos. Voltando a tratar dessa linda cidade chamada Coremas, só que dessa vez, não pra falar de coisas boas e muito menos comemorar. Dessa vez eu venho alertar. Chamar a atenção, mais uma vez, para algo que eu já havia destacado aqui no canal. Infelizmente, o belo complexo Coremas Mae Dagua está repleto de problemas.
O Ministério Público Federal ingressou com uma ação civil pública exigindo que o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, mais conhecido como DNOCS, adote medidas imediatas para garantir a segurança das duas barragens. O DNOCS é o órgão responsável pela gestão do complexo.
Relatórios técnicos da Agência Nacional de Águas, baseados em inspeções realizadas ao longo de mais de uma década, identificaram uma série de problemas estruturais que precisam de atenção. Entre eles estão rachaduras no concreto, infiltrações de água, erosões nas encostas, canais de drenagem obstruídos e vegetação crescendo sobre partes da estrutura. Para especialistas em engenharia de barragens, cada um desses sinais pode indicar processos que, se não forem controlados, comprometem a integridade das estruturas.
Há 5 meses, eu visitei os taludes do complexo mae dagua, tanto o de terra, como o de concreto. Vejam as observações que fiz, naquela ocasião.
Barragens são estruturas vivas do ponto de vista técnico. Elas trabalham constantemente sob pressão hidráulica, variações de temperatura, peso da água e desgaste natural dos materiais. Por isso, manutenção permanente e monitoramento rigoroso não são opcionais — são requisitos básicos de segurança.
Segundo a classificação da Agência Nacional de Águas, o complexo Coremas–Mãe D’Água possui dano potencial associado alto. Isso significa que, em caso de um colapso estrutural, as consequências poderiam ser graves: perdas humanas, impactos econômicos severos e comprometimento do abastecimento de água de grande parte do sertão paraibano.
Outro fator que chama atenção é a localização da cidade de Coremas. O município está situado logo abaixo da barragem, em uma área conhecida tecnicamente como zona de autossalvamento. As vezes, para darmos conta do perigo, só ouvir não é suficiente e, pensando nisso, eu ilustro, agora, espacialmente para o DNOCS e Governo do Estado, uma tragédia que, segundo ação ajuizada pelo MPF, pode acontecer de verdade. Imaginem quase 1 bilhão e meio de metros cúbicos de água represados logo acima de uma cidade inteira, e de repente...
Agora, com o talude de concreto.
Triste né? Nesses casos, em um cenário extremo de ruptura, o tempo de reação da população seria curto, exigindo sistemas eficientes de alerta, rotas de evacuação bem definidas e planos de emergência amplamente divulgados. É justamente aí que surge outra preocupação apontada pelo Ministério Público Federal: os planos de segurança e de ação de emergência ainda não foram implementados. Pela legislação brasileira de segurança de barragens, esses planos deveriam incluir mapas de áreas que poderiam ser atingidas por uma eventual inundação, sistemas de sirenes, protocolos de comunicação rápida com a população, sinalização de rotas de fuga e treinamentos periódicos de evacuação para a população.
Sem essas medidas, a população fica mais vulnerável diante de qualquer situação crítica.
Na ação judicial, o Ministério Público Federal determinou que o DNOCS apresente e execute essas medidas em até noventa dias, além de corrigir os problemas estruturais já identificados pelos relatórios técnicos.
Como resposta, o DNOCS alega que seriam necessários cerca de oito milhões de reais para implementar todas as ações de segurança. Seria isso muito dinheiro pro DNOCS e pro Governo do Estado? Bom, para o Ministério Público, a falta de recursos não pode servir como justificativa quando o que está em jogo é a proteção de vidas humanas e a segurança de todo um sistema hídrico
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