Questão 19
A respeito da intuição, tal como elaborada na Crítica da Razão Pura, de Kant (1724-1804), lemos: A intuição, exatamente como o conceito, tem o caráter primário de representação. A representação, como um representar, significa referir-se a um objeto. Intuição e conceitos são os dois modos de representar que Kant conhece. A intuição, como um modo determinado do representar, caracteriza-se por referir-se a um objeto de tal modo que, nele, o objeto se dá imediatamente (...). Os modos desse dar-se são os sentidos, e cada um dá, respectivamente, em um determinado círculo, uma multiplicidade, cada um tem seu círculo de doação. (...) Kant viu que o múltiplo desse modo de doação de um sentido, e dos sentidos em geral, na medida em que é algo múltiplo (...) está determinado pelo caráter da sucessão ou da simultaneidade. HEIDEGGER, Martin, em Lógica – a pergunta pela verdade.
É indiferente que haja ordem ou desordem no visto, mas o critério para essa ordenação ou para a desordem, ou seja, a possibilidade mesma de que o múltiplo intuído (o “visto imediatamente”) tenha alguma ordem é uma representação prévia ao intuído, que lhe dá forma.
Tratando-se da forma da intuição sensível, e levando em conta seus conhecimentos a respeito de Kant, é CORRETO, a partir também do enunciado acima, afirmar.
a) O espaço é o critério mais geral para ordenar ou para avaliar a desordem do intuído, sendo, pois, um conceito puro.
b) Os sentidos são incapazes de fornecer representações.
c) O tempo é um conceito puro do entendimento, por meio do qual a intuição, segundo Kant, tem acesso à multiplicidade captada pelos sentidos.
d) O tempo é uma forma pura da intuição sensível e todo o múltiplo acessível por representações sensíveis atende ao critério de sucessão ou simultaneidade.
e) O espaço é uma forma pura da intuição sensível e é exclusivamente nele que representações sensíveis se mostram ordenadas ou desordenadas.
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