Salve, jovem! Chegou a vez de falar da seleção brasileira no "Esquenta Copa do Mundo, 2026"!
Neste episódio 9 da série, o tema é o Brasil vice-campeão do mundial de futebol de campo masculino de 1950.
Assista!
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(00:30) Eu chamo o esquema brasileiro de "W-M híbrido" porque, segundo o livro "A pirâmide invertida: a história da tática no futebol", de Jonathan Wilson, o time iniciou o torneio de 50 na famosa diagonal (uma variação do W-M) e depois foi pro W-M propriamente dito (3-2-5 ou 3-2-2-3) a partir do terceiro jogo.
Numa versão revista e ampliada do clássico "Anatomia de uma derrota", entretanto, que vim a ler após publicar o vídeo, vi que Flávio Costa revelava ao autor Paulo Perdigão:
"em toda a Copa, a Seleção Brasileira foi armada para jogar justamente um WM ortodoxo".
Diz o treinador nesta obra, adiante: "...a 'diagonal', que começou surpreendendo, acabou mostrando os seus pontos fracos. (...) Razão por que, quando fomos jogar o Mundial, dispensei o sistema. O time brasileiro foi preparado para disputar todos os jogos no sistema WM porque, para mim, os grandes adversários vinham da Europa - Inglaterra, Espanha e Itália, que jogavam no WM, introduzido no Brasil pelo húngaro Dori Kruschner, no Flamengo."
De qualquer maneira, não é tão errado falar em "W-M híbrido" quando se pensa na passagem do 2-3-5 (a tática da pirâmide) pra adoção do novo desenho (diagonal ou não), aqui no país.
Na versão convencional do W-M, o terceiro zagueiro seria o centromédio da pirâmide, realocado ao miolo da zaga. No estilo brasileiro, por sua vez, o escolhido pra compor a zaga era um dos médios de lado - Bigode, o médio-esquerdo, virou defensor naquele flanco da Seleção de 1950.
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Quanto à diferença básica entre a diagonal e o W-M... Esta residia na posição das peças centrais. Na diagonal, um atleta da linha média ficava perto dos três zagueiros, enquanto o meia do seu lado do campo também recuava - aproximando o esquema do futuro 4-2-4. Já no W-M padrão, os médios e os meias (ou atacantes interiores, se preferir) ficavam mais alinhados entre si, num quadrado.
Em "Anatomia de uma derrota", Paulo Perdigão chega a escrever que Danilo teria funções mais defensivas na linha média do plano contra o Uruguai. Tal acepção, porém, contrasta com outros livros consultados, os quais atribuem este papel a Bauer quando explanam o modus operandi típico do Brasil da época.
Na própria transcrição da irradiação do duelo decisivo, aliás, presente no livro de Perdigão, fica a impressão de que Danilo participa mais do ataque que Bauer no primeiro tempo - fosse isso uma mera reação dele ao calor do confronto ou, de fato, algo característico de seu jogo (ou do jogo do time). De quebra, também consta no livro a lembrança de Ademir sobre uma instrução passada por Flávio Costa após a Seleção abrir 1x0 na Celeste:
"'Diz ao Danilo para se plantar um pouco mais na intermediária. Vamos tentar atrair o Uruguai para o nosso campo, neutralizar a cobertura de Obdulio Varela e abrir mais espaço no bloqueio defensivo uruguaio'” (crédito atribuído a O Globo, 18 de janeiro de 1981).
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(02:47) Explicando melhor a questão do "buraco"... Danilo era o médio da esquerda; Bauer, o da direita; e Bigode ocupava a zaga esquerda. Conforme "A pirâmide invertida", o problema defensivo básico seria gerado pela combinação entre a subida de Danilo e a posição mais recuada de Bigode, naquele lado.
Nesse sentido, é interessante recordar: ambos os gols celestes vieram de lances usando a direita ofensiva, com participação direta do ponta Ghiggia.
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Pra ver mais conteúdos da série, acesse a playlist:
• Esquenta Copa do Mundo, 2026
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