A HISTÓRIA DE EDU MARANGON – O BOY DA MOOCA
Carlos Eduardo Marangon, o eterno Edu, nasceu em São Paulo no dia 15 de fevereiro de 1963, no coração da Mooca — um pedaço da Itália dentro da capital paulista. Não por acaso, o apelido “Boy da Mooca” o acompanharia para sempre. Filho de família oriundi, cresceu respirando futebol na Rua Javari, reduto do Juventus, mas o destino o levou a brilhar com outra camisa grená: a da Portuguesa de Desportos.
Edu apareceu para o futebol muito cedo. Passou pelo dentinho do Juventus e logo foi para a base da Portuguesa, onde teve como mentores nomes lendários como Boca, Hermínio, Brandãozinho e Julinho. A explosão definitiva veio na Copa São Paulo de 1983, quando foi a grande sensação da competição.
Promovido aos profissionais no ano seguinte, estreou em 28 de janeiro de 1984, contra o Santa Cruz, pelo Brasileirão. O jovem meia-esquerda logo se tornaria um dos maiores jogadores da história recente da Lusa.
Em 1985, viveu seu primeiro grande momento: foi peça fundamental no vice-campeonato paulista, atuando ao lado de Célio, Toninho, Luís Müller, Toquinho e Esquerdinha. Classe, visão de jogo e o famoso chute potente — especialmente nas cobranças de falta — caracterizavam seu estilo.
A seleção brasileira inevitavelmente bateu à porta. Entre 1987 e 1990, Edu defendeu a amarelinha 21 vezes, marcou um gol e conquistou o Pré-Olímpico, os Jogos Pan-Americanos e a Taça Stanley Rous, todos em 1987.
Sua última partida pela Portuguesa ocorreu em 12 de junho de 1988. O jovem ídolo estava pronto para o mundo.
Em 1988, Edu foi vendido ao Torino, por cerca de 1 milhão de dólares, tornando-se um dos reforços mais comentados da Serie A. Chegou ao lado de Müller e Skoro para comandar o meio-campo de um time ambicioso.
Mas as coisas não saíram como o planejado. Apesar de um início promissor na Coppa Italia e gols importantes, o brasileiro não conseguiu repetir o brilho dos tempos de Lusa. O Torino, em crise, acabou rebaixado — apenas a segunda queda de sua história — e Edu deixou o clube após 27 jogos e 3 gols.
Ainda na Europa, Edu foi para o Porto, onde conquistou o Campeonato Português (1989/90) e a Supertaça, mas jogou pouco.
O Brasil voltou ao seu caminho em 1990. E com ele, o maior desafio de sua carreira: no Flamengo, foi contratado como o “substituto natural de Zico”. Recebeu a camisa 10, mas não conseguiu suportar o peso de tamanha responsabilidade. Fez apenas 15 jogos e 2 gols, mas participou do elenco campeão da Copa do Brasil de 1990.
Após a experiência no Flamengo, Edu encontrou no Santos um ambiente propício para reencontrar seu futebol. Vestiu a camisa santista em duas passagens (1990–91 e 1992), atuando como clássico armador, responsável por organizar o meio-campo e ditar o ritmo do time. Embora não tenha conquistado títulos, deixou no Peixe a imagem de um meia elegante e técnico, dono de lançamentos precisos e de um chute temido nas cobranças de falta.
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