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EU ENCERREI A PARTE DA MANHÃ DIZENDO QUE:
Mishpatim são a engrenagem que sustenta o cosmos, precisamos recorrer à exegese clássica (Rashi) e à filosofia mística (Ramban e o Zohar). Na visão judaica, a justiça não é uma invenção humana para a conveniência social, mas uma emanação da Ordem Divina.
Aqui está uma análise baseada nos grandes sábios:
1. Rashi: A Conectividade do "Vav" (E)
Rashi, logo no primeiro versículo da Parashat Mishpatim (Êxodo 21:1), faz um comentário fundamental. O texto começa com "V’eleh hamishpatim" (E estes são os juízos).
• O Ensinamento: Rashi explica que o uso da conjunção "E" (Vav) serve para conectar estas leis civis diretamente aos Dez Mandamentos dados no capítulo anterior.
• A Profundidade: Rashi diz: "Assim como os primeiros [Dez Mandamentos] vieram do Sinai, estes também vieram do Sinai". Isso destrói a separação entre "espiritual" e "civil". Roubar um objeto ou não pagar um dano (3ª Alyá) é uma violação tão "teológica" quanto adorar um ídolo. Para Rashi, a supervisão divina é constante; Deus não está apenas no Templo, Ele está no tribunal onde se decide sobre o "manto do pobre".
2. Ramban (Nachmânides): A Preservação da Criação
O Ramban expande essa ideia ao explicar por que os Mishpatim vêm imediatamente após a Revelação no Sinai.
• A Tese: Ele argumenta que sem leis civis detalhadas, a sociedade sucumbe ao Chamas (caos/violência), que foi o que causou o Dilúvio.
• Mecanismo Cósmico: Para o Ramban, a justiça é o que "assenta" a presença de Deus na terra. Se os juízes (citados no Salmo 82 e na 3ª Alyá) pervertem o direito, eles causam um "encurtamento" da Luz Divina, fazendo com que a Shechiná (Presença Divina) se retire. Quando a justiça é feita, o mundo se torna um receptáculo (Kli) para a santidade.
3. O Maharal de Praga: A Justiça como "Verdade" (Emet)
O Maharal traz uma perspectiva metafísica sobre como a justiça mantém o mundo funcionando.
• O Conceito: No Pirkei Avot (Ética dos Pais), ensina-se que o mundo se sustenta sobre três coisas: a Verdade, a Justiça e a Paz.
• A Conexão: O Maharal explica que a injustiça é uma forma de "não-ser" ou falsidade. Quando um juiz decide incorretamente sobre uma perda ou dano (temas da 3ª Alyá), ele está introduzindo uma mentira na estrutura da realidade. Como Deus é a Verdade Absoluta, uma sociedade baseada na injustiça é ontologicamente instável — ela não pode "existir" por muito tempo porque está em contradição com a fonte da sua existência.
4. O Zohar: O Juiz como Sócio de Deus
O Zohar (obra fundamental da Cabalá) comenta sobre o Salmo 82 e a função do juiz em Mishpatim de forma audaciosa:
• Sócio na Criação: O sábio que julga retamente uma causa civil por uma hora é considerado como se tivesse se tornado sócio de Deus na Criação do Mundo.
• Por que? Porque a Criação foi um ato de colocar ordem no caos. Quando o juiz aplica a lei de Êxodo 22:8 (sobre bens perdidos), ele está restaurando a ordem onde havia disputa. Ele está "consertando" os fios da realidade que foram rompidos pelo conflito humano.
Reflexão
Quando você lê a 3ª Alyá hoje, veja que as leis sobre o "fogo que queima o espinhal" ou o "empréstimo ao pobre" não são meras regras de etiqueta social. Segundo os sábios:
1. Rashi mostra que elas têm a mesma autoridade que o "Não matarás".
2. Ramban mostra que elas impedem o mundo de voltar ao caos pré-Dilúvio.
3. Maharal mostra que elas alinham a sociedade com a Verdade Divina.
4. Zohar mostra que o cumprimento dessas leis é o que mantém a engrenagem do universo girando.
Pergunta de reflexão: No Salmo 82, Deus julga os juízes. Na 3ª Alyá, Ele dá as ferramentas. Como podemos aplicar essa "justiça cósmica" em nossas pequenas transações diárias?
A lei do penhor em Êxodo 22:25-26 é um dos momentos mais sublimes da Torá, onde a "lei civil" se dissolve em pura compaixão. O texto diz que, se você tomar o manto do seu próximo como garantia, deve devolvê-lo antes do pôr do sol, pois "é a sua única cobertura... em que se deitaria? E acontecerá que, quando ele clamar a Mim, Eu ouvirei, porque sou misericordioso".
O Eterno te abençoe sempre!
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