A menina que aprendeu a voar - História musical pra se encantar | Para Adultos e Crianças - Um belíssimo conto de uma menina que descobriu o valor da liberdade, e que não precisa ter asas nem ser passarinho para aprender a voar.
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Letra da canção (canção modal: dórico)
Lili, ouvindo o canto triste de um sabiá
Que vive preso na gaiola e não pode voar
Pensou como seria o mundo bem melhor
Se todos fossem livres pra cantar
A melodia da alegria de voar
Pulou o muro do quintal de Seu Isidoro
Subiu em um banquinho para chegar na gaiola
Que abriu e o passarinho todo afoito foi pro chão
Ele ainda não sabia voar, sabia não!
É isso o que acontece quando o passarinho cresce
Nessa tal situação!
Mas ele não desistiu não!
Tentou, rolou, piou no chão
Bateu suas asas, deu um salto
E conseguiu chegar num galho do abacateiro do quintal
(História e canção de Edinho Carvalho)
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Roteiro:
Velho Baobá: Essa é a história da Lili, uma menina que descobriu que é muito bom ser livre, mas que melhor ainda é ajudar para que todos sejam livres também! Diz a lenda - mas eu vi - que tudo começou quando ela aprontou uma ‘arte’ que deixou sua mãe muito brava…
Mãe da Lili: Lívia! Ah, menina, se eu te pego! Já falei pra não entrar com pé sujo na cozinha. Não aprende, não aprende!
Lili: (sobe rapidamente a velha mangueira, escondendo-se atrás da folhagem) Ai, ai, ai!
Velho Baobá: A mãe de Lili, quando ficava brava, batia nela de cinta e Lili ficava com muito medo! Doía só de pensar! Por isso ela se escondeu no alto da velha mangueira. Até o final da tarde sua mãe estaria mais calma e Lili em seus braços. Esperou. De repente, um barulho forte nos galhos mais altos chamou sua atenção: era um passarinho com uma pintura de índio: um passarinho-índio. Lili era descendente de índios e achou o passarinho especialmente lindo!
Bem-te-vi 1: Bem te vi!
Lili: Não, seu bobo! Não fala que me viu não!
Bem-te-vi 1: Bem te vi!
Lili: Aff! Eu sou indiazinha igual você, não sabia? Vai me entregar, vai? Conto tudo pro seu pajé!
Velho Baobá: O passarinho-índio parou de cantar na hora e, num salto, voou para bem longe. Lívia ficou triste e esperou. Logo o céu da tarde avermelhou e ela desceu rumo à sua casa. Antes de chegar, deparou-se com dois passarinhos-índio!
Lili: Olha! Aquele passarinho-índio foi buscar seu irmão para me levar para sua tribo! Acho que eles perceberam que eu sou indiazinha também!
Velho Baobá: Os passarinhos entreolharam-se e alçaram voo.
Lili: Espera! Não sei voar que nem vocês!
Velho Baobá: Os passarinhos-índio deram meia volta e pousaram na frente dela.
Bem te vi 1 e Bem te vi 2: Bem te vi!
Bem te vi 1: Por que você não sabe voar?
Lili: Porque ninguém me ensinou!
Bem te vi 2: Ué? Sua mãe não te empurrou do ninho ainda não?
Lili: Tá doido? Minha mãe nunca ia fazer isso comigo!
Bem te vi 1: Tudo bem, vamos te ensinar. Mas você não pode contar pra ninguém, tá bom?
Lili: Eba! Combinado!
Velho Baobá: Lili estava muito feliz que ia aprender a voar, e os passarinhos lhe ensinaram todas as técnicas passarinhisticas que conheciam hi hi hi: a melhor forma de bater as asas, dicas para mantê-las esticadas quando estivesse bem no alto, e até o jeito certo de respirar que ia fazê-la flutuar melhor. Mas, por mais que se esforçasse, Lívia não conseguia nem sair do chão…
Livia: Por que não consigo voar se sou que nem vocês?
Bem te vi 2: Hmmm… Deve ser porque você é filhote ainda! Tem que crescer mais!
Bem te vi 1: Vixi… o problema é que quando ela crescer vai se esquecer como conversar com a gente e vai fazer coisas horríveis, nos transformar em escravos cantores presos naquelas gaiolas apertadas!
Velho Baobá: Lili ia dizer que não, que jamais faria isso. Mas aí lembrou que muitos adultos realmente são assim. Maltratavam-os e nem ligavam para o sofrimento dos bichinhos. Até se divertiam ouvindo seus cantos cheios de sofrimento! Ela abaixou a cabeça, triste e conformada, despediu-se deles e voltou pra casa. Sua mãe estava mais calma e Lili acabou escapando das terríveis cintadas! No outro dia acordou pensando no que os passarinhos-índio disseram e lembrou do Sabiá que vivia preso numa gaiola no quintal de Seu Isidoro, o vizinho. Ela foi até lá e ouviu seu canto cheio de tristeza!
[canção triste do sabiá - fica alegre no final (agradecimento)]
Velho Baobá: O sabiá então olhou para Lili e, antes de voar pra longe, cantou a canção de agradecimento mais bonita que ela, até então, já havia escutado:
Ê, le ra ra re ô…
Velho Baobá: Lili ficou tão encantada com a alegria do passarinho que no outro dia libertou também o Pintassilgo de dona Catarina. E no outro, o In...
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