Participe da próxima experiência ao vivo UGREEN, "Como Enxergar a Cidade", que inicia dia 9 de março. Lote 1 promocional disponível: https://go.ugreen.com.br/experiencia
Sua empresa precisa entender e aplicar sustentabilidade na prática? A UGREEN oferece treinamentos ao vivo para empresas, focados em decisões reais, redução de riscos e aplicação no trabalho do dia a dia. Fale conosco: https://go.ugreen.com.br/education
Quer patrocinar o canal da UGREEN ou divulgar um produto ou marca sustentável com critério técnico?: https://go.ugreen.com.br/marca
Participe da nossa Lista de Transmissão para receber notícias gratuitas da UGREEN: https://go.ugreen.com.br/transmissao
Seja membro do canal da UGREEN e tenha acesso a cursos exclusivos, conteúdos aprofundados e materiais práticos para usar no dia a dia.
Siga-nos no Instagram: / ugreen_br
Neste vídeo, analisamos como a ditadura militar brasileira (1964–1985) utilizou a arquitetura, o urbanismo e a infraestrutura como instrumentos centrais de poder, controle social e reorganização econômica do território. A partir de uma leitura materialista histórica, o vídeo explica como o concreto, o planejamento tecnocrático e as grandes obras públicas estruturaram um modelo urbano segregador que ainda define as cidades brasileiras.
O conteúdo aborda o papel do Banco Nacional da Habitação (BNH), do FGTS e do SERFHAU na produção em massa de moradia periférica, na financeirização da política urbana e na expansão horizontal das cidades. Mostra como a política habitacional foi pensada para conter conflitos sociais, dinamizar a construção civil e garantir fluxo de capital às grandes empreiteiras.
O vídeo também analisa as grandes obras de infraestrutura do período, como a Ponte Rio–Niterói e a Rodovia Transamazônica, explicando sua função geopolítica, econômica e simbólica dentro do projeto do “Brasil Grande”. São discutidos os impactos ambientais, sociais e urbanos dessas intervenções, incluindo desmatamento, urbanização precária e violência contra populações tradicionais.
Nas metrópoles, o conteúdo examina as políticas de remoção de favelas no Rio de Janeiro (CHISAM) e as intervenções viárias em São Paulo, como o Minhocão, evidenciando o uso do urbanismo como ferramenta de controle social, valorização imobiliária e repressão indireta.
O vídeo dedica atenção especial à contradição entre o regime autoritário e a adoção da arquitetura moderna e do brutalismo paulista como estética oficial do Estado. São analisados casos como o Pavilhão do Brasil na Expo Osaka 1970, o Quartel-General do II Exército e o Estádio Serra Dourada, mostrando como o concreto aparente foi apropriado como símbolo de autoridade, permanência e poder técnico.
Outro eixo central é a consolidação do complexo industrial-empreiteiro, com empresas como Odebrecht, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Mendes Júnior, e sua relação estrutural com o Estado autoritário, os contratos bilionários e a internacionalização da engenharia brasileira.
Por fim, o vídeo aborda a repressão ao pensamento crítico nas universidades, o surgimento da crítica da Arquitetura Nova e as contribuições de Sérgio Ferro para a compreensão do canteiro de obras como espaço de exploração do trabalho.
Este é um vídeo sobre como a ditadura moldou fisicamente o Brasil moderno, deixando um legado urbano marcado por segregação, dependência do automóvel, concentração de capital e desigualdade territorial.
Информация по комментариям в разработке