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[Trata-se sobretudo de um testemunho pessoal]
Parte substancial do que veio a acontecer em termos do Rio Mondego foi possível prever/imaginar desde a tempestade Kristin.
O último alerta surgiu por parte dos agricultores [agronobaixomondego] no instagram, sob a forma de desespero, depois de terem percebido que 85% da capacidade de absorção dos terrenos da margem esquerda já tinha acontecido.
Em frente ao Centro Hípico as fissuras vertiam água abaixo da altura máxima.
Do lado oposto, o caudal primeiro, e a junção das peças depois, junto ao pilar da A1, tornavam evidente que a pressão ir fazer uma das partes colapsar.
O objetivo deste vídeo é dar a conhecer um problema recorrente, com uma "cota/quota de desleixo" dos representantes máximos anteriores dos municípios de Coimbra, Condeixa-a-Nova, Montemor-o-Velho e Soure, possivelmente mais despertos para "festividades e vinho verde" e assim, "empurrando" a água com a "barriga".
Conhecer os locais, no terreno - e da nascente à foz -, ajuda a entender o que se passa com as cheias na margem esquerda/Vale Mondego.
A minha ligação, e de outros mais até, é quase umbilical. Atravessei-o a pé com 3 ou 4 anos junto à capela da Sr.ª da Ribeira, em Carregal do Sal, antes da construção da barragem.
Nessa altura foi feito do desassoreamento a jusante da Aguieira.
Noite e dia camiões a retirarem areia durante talvez um ano.
Do outro lado, do concelho em que habitava, corria o rio Dão - o maior afluente do Mondego -, oriundo de Aguiar da Beira e percorre Penalva do Castelo, Mangualde, Nelas, Viseu (eles a beberem água de cisterna de bombeiros na Barragem de Fagilde, enquanto Fernando Ruas mandava aperedrejar os ambientalistas); Carregal do Sal, Tondela e Santa Comba Dão.
E aí vai ele em direção à Foz... (St.ª Comba) » juntando-se ao Mondego na Barragem da Aguieira (Mortágua).
Aqui é controlado e só um tremor de terra com epicentro na Barragem é que seria preocupante para a Baixa de Coimbra, que era "varrida".
Aqui é que a coisa começa a ser séria. Tem Penacova nas encostas.
Tal como o Dão não tem controlos desde a origem, junta-se agora o Alva, que vem sem controlo, praticamente, desde a... Serra da Estrela, até Serra do Açor (Arganil) e vem juntar-se ao Mondego, que após passar as "Torres" (do Mondego), apanha ainda com o Ceira que antes de aqui chegar, inunda quase sempre o Cabouco/Tapada (Ceira). Aqui podem falar com o JP Simões que conhece esta e outras zonas como ninguém.
Tudo isto é travado onde? Açude Ponte (Máx. 2500m3/s). A partir deste valor fica em risco o próprio açude e a água vai inundar com toda a certeza à direita ou à esquerda do rio.
O rebentamento de um dique, aquilo que provoca é a força de uma massa de água com impacto em tudo que leva pela frente. Corresponde a uma explosão, mas de água. Tipos o Rui Curado Silva explicam isso melhor que eu.
Em 2021 vi/vivi de perto o que aconteceu. Foi um "abre olhos".
Mas depois disso fui viver 20 anos numa rua em que os mais idosos chegaram a ir casar, de barco.
Os problemas principais (atuais) das cheias do Baixo Mondego relato no vídeo, até com alguma exaustão.
Para melhor contextualização vejam os vídeos desde a tempestade Kristin.
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