Letra e voz- MMoneis
Beat, Gravação e direção vocal - Vibox
Mixagem e Masterização - Babidi
Gravação, Direção e Edição de vídeo - WF PROD.
Todos os direitos reservados.
Quero encontrar o caminho de volta
mas as portas parecem sempre tão estreitas,
mas se eu quero eu faço, não mosco,
eu tenho uma proposta:
ouvir mais eu mesmo e desfrutar
cada fruto que eu colher da minha colheita
Saca, é diferente, é incrivelmente diferente
todo esse amor que a gente diz que sente
e passa a frente ao próximo,
num paradoxo contemporâneo
onde o tocar ficou estático
é estranho, sintético,
prostrado a nova era digital
nos encontramos
Em apertos de mão ralos, só estéticos,
distanciando o âmago,
pseudo transcendendo,
não nos percebemos
temos tão pouco em comum,
bate o flash e fecha um zoom
e a gente vive menos o real
corporal trona-se extinto
menos afinco na vida,
as relações desconstruímos pra viver o virtual
oh,oh,oh, não!
tornamo-nos escravos
como vi em medianeiras,
omitimos mazelas pra viver de aparência
e moralismo, se,se,se,se, sem tempo
pra olhar pro próprio umbigo
antes de julgar o próximo
é inóspito o abrigo de algum abraço
nos causa asco
eu tento, reatar os laços
pra lembrar que ainda é bom andar descalço,
pois um sentimento falso
se destrói fácil, trai e traz, percalço
pois um sentimento falso
se destrói fácil, trai e traz, traz, traz
percalço, percalço.
Nas redes uma coisa, na rua outra,
cautela com as ações ainda é pouca
um pingo d’agua vira enxurrada
pra quem perde o controle da razão, é poucas,
um click delete, difícil mensurar se você não vive,
regride e repete, se importar com o vizinho
só de um modo zé povinho
e quando tromba no caminho, esquece.
Sem menos vaidade é o achismo que emana,
pouca propriedade nos assuntos, nessa insana vida insana, damos continuidade divina comédia humana, tomando um destilado só pra encher nosso ego inflado, um ego flácido e falido, fadado ao consumismo e o seu mar de futilidades.
Mas tchau e segue o baile
vamos voltar a realidade
fingir uma felicidade
que se cegueta sozinha
bem-vindo ao apocalipse
pós-pandemia
onde quem diz que fala de fé
faz arminha.
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