Uma das coisas mais legais de uma mídia perdida é quando é encontrada por acaso. Sempre é uma história legal de ouvir como Metropolis, um filme alemão foi achado praticamente completo na Argentina, ou como Mickey Mouse no Vietnam foi achado em uma lata de lixo, ou como A Paixão de Joana D’Arc estava abrigada em um hospital mental na Noruega.
Um dos que eu mais gosto é da trilha original de Marte Precisa de Mães (https://superreviewtime.blogspot.com/...) , que é provavelmente um dos piores filmes já financiados e distribuídos pela Disney. O protagonista foi dublado e interpretado por Seth Green, mas os produtores acharam a voz dele grave demais pra uma criança e botaram um moleque pra dublar. Por anos creu-se que a trilha do Seth Green estava perdida, até que um youtuber ripou o Blu-Ray do filme e descobriu que a faixa estava no disco o tempo todo, só que como uma trilha oculta.
Eu esperava encontrar cenas perdidas de Valente no meu outro artigo, mas resultou em descobertas legais também. Infelizmente eu não tenho sorte nem recursos pra fazer uma grande busca, mas aparentemente um blogueiro chamado Cabel tem.
Mas como eu sei que a maioria de vocês não lê inglês (mas deveriam (https://upgl.com.br) ), eu vou contar a história dele aqui, porque é interessante e importante demais pra deixar passar.
Importante pra mim, isso é. Mas aqui é minha newsletter, minha opinião é mais importante que a de vocês. Fora daqui também.
Enfim, Cabel escreveu um artigo sobre como ele foi atrás de discos raríssimos de uma banda chamada Firehouse Five Plus Two. Se esse nome te soa familiar, você deve consumir tanto conteúdo antigo quanto eu. Eles apareceram em algumas programações Disney, incluindo Mickey Mouse Club e One Hour in Wonderland.
Porém, eles não eram uma banda oficial da Disney. Claro, a maioria do elenco do conjunto eram animadores da Casa do Rato, incluindo os lendários Ward Kimball, Frank Thomas e Harper Goff.
Ward animou o Grilo Falante (e era autista de trens tal qual Walt); Frank animou a cena do velório de Branca de Neve, e Goff trabalhou no aspecto técnico e artístico de 20 Mil Léguas Submarinas (https://superreviewtime.blogspot.com/...) e A Fantástica Fábrica de Chocolate, a versão freestyle com Gene Wilder.
Eles começaram a tocar Dixieland (um estilo de jazz desenvolvido em Nova Orleans) nos horários de almoço, e fizeram sucesso a ponto de Walt não se importar que eles tocassem os gigs deles fora do estúdio, e que gravassem álbuns fora da Disney Records. Em algum momento isso chegou a ser um problema pra Walt, mas não é meu foco aqui. Vocês podem ler o artigo original caso queiram a história com mais detalhes, link no final do artigo.
Enfim, naquela época era comum gravarem demos e ensaios em discos, geralmente assinados “destruir imediatamente”, o que me faz questionar se realmente era pra ser destruído imediatamente já que teve todo o esforço de anotar, mas eu divago.
Cabel encontrou alguns desses discos em um leilão online, e após desembolsar mil dólares e mais uma pequena fortuna pra ter os discos ripados, algumas descobertas interessantes foram feitas.
Alguns desses discos foram gravados usando o outro lado de material em desenvolvimento dos estúdios Disney, o que deve ser o equivalente a gravar o nascimento de um filho na mesma fita com o Gilberto Barros mostrando Yu-Gi-Oh, o baralho do diabo.
A diferença é que com disco de vinil não tem perigo de gravar outra coisa por cima, mas não vem ao caso.
De um lado, ensaios de músicas onde o nome do grupo ainda não estava bem definido, então eram variações de nomes idiotas até uma F-bomb na mesma label com a marca Walt Disney Productions, que é surreal em vários níveis.
Do outro, temos outtakes de filmes e curtas animados. Um deles é uma marcação de dois personagens em Nifty Nineties, outro é uma versão alternativa de Blame it on Samba de Make Mine Music (https://superreviewtime.blogspot.com/...) , além de alguém cantarolando A Dream is a Wish Your Heart Makes, e uma moça chamando galinhas, que soava muito como Ilene Woods, a voz de Cinderella.
Todos eles projetos em que Ward Kimball participou de um jeito ou de outro. Não sei exatamente como Ward entrou em contato com esses discos relacionados a Cinderela, já que ele não foi responsável por animar a protagonista. Os outros ele teve uma participação maior (animando ou até dublando) e faz sentido que ele tivesse os discos à mão pra usar de referência.
Até que chegamos no ponto principal dessa história: a canção deletada de Cinderella.
Agora, essa é uma sequência que teve algumas alterações, e a Disney já lançou uma versão dessa canção (que, ao me parece, foi gravada recentemente) que ...
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