O Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba (GRCES) Mocidade Amazonense foi fundado em 25 de dezembro de 1972, originário de um time de futebol cujos integrantes se reuniam na Praça da Alegria. O nome da agremiação foi inspirado na rua que abrigava o time.
Os fundadores da escola foram Jodenir Nunes, Antônio Alves (Fuinha), Manoel Carlos (Leivinha) e Waltercides Bispo (Cidão). Entre os baluartes da escola destacam-se: Taíco, Eronildes (Pacote), Renato Sales, Soares, Nadil, Yedo Alves (Cáula), Chaves, Paulinho Madrugada, Sargento Chicão, Mazinho, Antônio Barros (Seu Gordura), Luiz Henrique (Lambari), Airton (Cataca), Eraldo Alves (Lalado), Bene da Rosalina, Massinha, William Rocha, Nelson Alves Filho (Nelsinho), Biludo, Dona Neusa, Mestres Nei e Laercio, Ademar Eugênio, Lucas Assunção Martins das Neves, Dinho e Potrinho do Pandeiro. Maria Alves da Silva foi a primeira madrinha da escola.
Após cinco anos sem desfilar oficialmente em Santos, a escola retornou em 2006 com a reedição do carnaval de 1981, cujo enredo abordava as flores e a primavera. Contudo, devido ao retorno inesperado dos desfiles, a apresentação ocorreu com recursos limitados e estrutura modesta. Apesar do belo samba apresentado, a escola, que foi a primeira a desfilar, terminou na oitava colocação.
Em 2007, a Mocidade Amazonense levou para a Passarela Dráusio da Cruz o enredo sobre a história do perfume, destacando-se pelo samba-enredo cativante, desfile colorido e alegorias bem finalizadas, conquistando a sétima colocação.
No ano seguinte, o tema escolhido foi o circo. Porém, uma forte chuva durante o desfile prejudicou a evolução da escola. Além disso, a agremiação perdeu um de seus fundadores, vítima de pneumonia contraída devido à chuva. Mesmo assim, a escola desfilou com garra, apresentando fantasias bem elaboradas e alegorias luxuosas, finalizando novamente em sétimo lugar.
Em 2009, a escola homenageou o estado do Amazonas com o enredo “Mananciais de Águas do Estado do Amazonas (AM)”, cujo samba, até hoje, é lembrado pelos torcedores. O desfile foi marcado pela criatividade e originalidade, sendo aclamado pelo público e pela imprensa. Após uma disputa acirrada com a X-9, decidida por critérios de desempate que geraram controvérsias, a Mocidade Amazonense conquistou o título de campeã do carnaval santista, encerrando um jejum que durava desde 1992.
Em busca do bicampeonato em 2010, a escola apresentou o enredo sobre a história da MPB, com alegorias grandiosas e fantasias luxuosas. No entanto, uma falha de harmonia, devido ao posicionamento equivocado de algumas alas, prejudicou a pontuação no quesito enredo. Além disso, problemas com o abre-alas, causado por um pneu furado na concentração, atrasaram o desfile, resultando na quarta colocação.
Em 2011, o enredo “Uma história de amor, Mocidade Amazonense faz pulsar seu coração” trouxe um desfile de superação e luxo. A poucos dias do evento, dois carros alegóricos pegaram fogo, mas a comunidade se uniu para reconstruí-los. O desfile emocionou o público, mas, ao final, o condutor do segundo carro desmaiou, causando uma colisão na arquibancada e abrindo um espaço entre o carro e a ala seguinte. O desfile foi encerrado com o Índio Guerreiro articulado, garantindo mais uma quarta colocação.
Em 2012, com o enredo sobre o mundo da imaginação, a escola apresentou alegorias luxuosas, fantasias bem-acabadas e um samba contagiante, ficando a apenas 1,5 ponto do título, conquistado pela X-9. Nesse mesmo ano, em maio, foi fundada a Velha Guarda da Mocidade Amazonense, oficializada em 12 de junho de 2012, tendo Ailton Santos como presidente fundador. A Velha Guarda desfilou oficialmente na Passarela do Samba em 2013, vestindo trajes típicos.
Em 2013, a Mocidade Amazonense trouxe um enredo em homenagem aos nordestinos que migraram para São Paulo. Com um samba popular, alegorias bem-acabadas e fantasias luxuosas, a escola estava entre as favoritas ao título. Contudo, o desfile foi cancelado após um acidente com uma alegoria da Sangue Jovem, que colidiu com a rede elétrica, causando a morte de quatro pessoas. A tragédia impediu o desfile das escolas Unidos dos Morros, X-9 e União Imperial.
Em 2014, a escola enfrentou um atraso de 15 minutos devido a um apagão durante a concentração. A chuva prejudicou alguns integrantes, resultando na perda de pontos em evolução. Apesar do samba considerado difícil de cantar, a bateria foi o destaque do desfile, garantindo a terceira colocação com o enredo “Mãe África: A exuberante realeza de uma rica civilização que o mundo não viu!”.
Em 2015, com o enredo “Sonhe! Deixe para trás a realidade e vem brincar com a Mocidade”, a escola abordou as brincadeiras infantis. Apesar da leve chuva na concentração, um problema com o tripé do carro abre-alas afetou o desempenho nos quesitos Alegoria, Enredo e Evolução.
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