Raúl González Blanco é um dos maiores símbolos da história do Real Madrid. Muito antes de Cristiano Ronaldo se tornar o dono da Champions League, foi Raúl quem carregou o clube nas noites europeias e conquistou o coração de milhões de madridistas.
Nascido em 1977, em Madri, ele começou a jogar futebol ainda criança no Atlético de Madrid, mas acabou dispensado das categorias de base do clube em uma decisão que mudaria o rumo de sua vida. Pouco tempo depois, foi acolhido pelo rival da cidade, o Real Madrid, onde se transformaria em uma lenda.
Raúl estreou no time principal em 1994, ainda adolescente, e rapidamente mostrou sua personalidade. Ambidestro, inteligente taticamente e decisivo, ele não demorou a se firmar como titular. Sua camisa 7, que mais tarde seria herdada por Cristiano Ronaldo, tornou-se um símbolo de respeito e idolatria.
Ao longo de sua carreira no Real Madrid, conquistou seis títulos de La Liga e, principalmente, três Champions League, marcando gols decisivos em finais e se tornando o artilheiro da competição por muitos anos. Durante quase duas décadas, Raúl foi o rosto do madridismo: lealdade, garra e gols importantes.
Mesmo em tempos de estrelas como Zidane, Figo, Ronaldo e Beckham, ele manteve sua posição como líder dentro e fora de campo. Com a saída de Hierro, assumiu a braçadeira de capitão e passou a ser chamado de “El Capitán”. Sua postura exemplar e seu amor pelo clube fizeram dele o ídolo máximo da torcida merengue no fim dos anos 90 e início dos anos 2000.
Mas nem só de glórias viveu sua carreira. Com a seleção espanhola, os resultados foram frustrantes. Apesar de ser o maior artilheiro da Roja por muitos anos, Raúl nunca conquistou um título importante pela Espanha. Para muitos, isso diminuiu seu legado internacional, embora dentro do Real Madrid sua grandeza fosse inquestionável.
Em 2010, chegou o momento da despedida. Depois de 16 anos, 741 jogos, 323 gols e 16 títulos, Raúl deixou o Real Madrid como maior artilheiro da história do clube até então. Sua saída foi discreta, mas carregada de respeito: a braçadeira de capitão passou para Casillas, e a camisa 7 ficou com Cristiano Ronaldo.
Quem pensava que seria o fim de sua carreira se enganou. Raúl levou sua experiência para a Alemanha, onde brilhou no Schalke 04, levando o time às semifinais da Champions e marcando gols inesquecíveis contra a Inter de Milão. Ainda jogou no Al-Saad, no Catar, e no New York Cosmos, nos Estados Unidos, sempre deixando sua marca e conquistando títulos.
No total, sua carreira contabilizou 383 gols, 159 assistências e 21 títulos. Muito mais do que números, Raúl deixou um legado de liderança, humildade e dedicação.
Até hoje, mesmo com as conquistas históricas de Cristiano Ronaldo no clube, Raúl é lembrado como o “Eterno Capitão”, “Príncipe do Bernabéu” e “o Sete de Madrid”. Um jogador que pode não ter vencido uma Bola de Ouro, mas conquistou algo muito maior: o respeito e o amor eterno da torcida.
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