📝 Sobre a Música
“Milonga ao Tempo Vivido” é uma música gaúcha tradicional que retrata a maturidade construída na lida campeira e as marcas deixadas pelo tempo na vida do homem do campo. Inspirada na essência do Rio Grande do Sul, esta milonga gaúcha valoriza o silêncio do galpão, o peso dos invernos vencidos e a dignidade de quem carrega na alma a raiz do pampa.
Dentro da tradição da música nativista gaúcha, esta milonga de fundamento exalta a experiência, a paciência aprendida na lida e a honra preservada ao longo dos anos. A letra percorre situações típicas da cultura sulista — a porteira antiga, o basto curtido do tempo, o fogo de chão ao entardecer e o chimarrão partilhado — revelando que o verdadeiro legado do gaúcho está nas marcas do tempo vivido.
Se você aprecia milonga gaúcha raiz, música tradicionalista do Rio Grande do Sul e canções que exaltam a cultura campeira com profundidade e respeito, “Milonga ao Tempo Vivido” é uma música feita para quem entende cada sol posto deixa um ensinamento.
Mais do que uma música regional, esta milonga nativista representa a identidade do Sul do Brasil — onde o tempo é mestre, a lida é escola e a honra é o único trilho que guia a caminhada.
🪗 ALMA DE GALPÃO 🎵
Este é um espaço dedicado à música tradicional gaúcha e à cultura do Rio Grande do Sul.
Aqui a música nasce da querência, da lida campeira e da força das nossas tradições.
Todas as composições do canal são autorais, criadas para valorizar a identidade do povo gaúcho e manter viva a chama do pampa.
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🎵 LETRA
O tempo é um artesão que não tem pressa,
Vai sovando o destino em cada lida.
Na porteira velha onde o brilho já não resta,
Se lê a conta das jornadas da vida.
O rangido do ferro, que o sol castigou,
É um canto manso ao findar da tarde,
E o campo, que a geada tanto clareou,
Guarda o segredo que na alma arde.
O cabo da faca, de um cerne macio,
Tem o desenho da palma da mão.
O couro do basto, curtido no estio,
Hoje se ajeita em qualquer rincão.
O que era pressa se fez paciência,
O que era força se tornou destreza;
A vida é o barro que molda a existência,
Dando o relevo de nossa nobreza.
As marcas no rosto são rumos de estrada,
Sinais de invernos que a gente venceu.
O tempo é o mestre da caminhada,
Honrando tudo que a gente viveu.
Pois quem traz a marca da lida no gesto
Sabe que o outono também tem seu brilho;
Não teme o cansaço, nem vive de resto,
Pois traz a honra por único trilho.
As mãos, que antes eram laço e coragem,
Hoje são calma para o chimarrão.
Já não se perdem em miragem,
Pois conhecem a terra e o rumo do chão.
A ruga é um verso que a idade escreveu,
Com a tinta do sol e o sopro do vento;
O homem entende o que o tempo lhe deu:
A paz de ser raiz no seu próprio tempo.
Ao pé do fogo, a brasa é conselheira,
Enquanto a noite se estende no galpão.
O tempo ensina, de qualquer maneira,
A nobre arte da contemplação.
Olho o horizonte e aceito o meu posto,
Onde o saber é o luxo que se conquista;
Sou o resultado de cada sol posto,
E a marca que trago é minha maior conquista.
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📌 FICHA TÉCNICA
• Música: Milonga ao Tempo Vivivo
• Estilo: Milonga
• Composição: M.S.M | ALMA de GALPÃO
• Produção Musical: M.S.M | ALMA de GALPÃO
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