GLOSSÁRIO DA BOLSA:
IPO, OPA, BOOKBUILDING, FOLLOW ON, OFERTA PÚBLICA PRIMÁRIA E SECUNDÁRIA
IPO é a sigla para “initial public offering”, ou “oferta pública inicial”
A Oferta Pública, conhecida como IPO, ocorre quando uma empresa decide fazer a abertura de seu capital por diversos motivos, como captar recursos financeiros para financiar novos investimentos.
Essa empresa procura por uma instituição financeira para prestar o serviço de emissão de ações, conhecido como Lançamento de Ofertas Primárias.
Ocorre a emissão de ações no Mercado Primário, conhecido como Oferta Pública.
Após o processo de IPO (período de reserva, bookbuilding e liquidação), as ações da empresa começam a ser negociadas no mercado da Bolsa de Valores.
O que é bookbuilding?
É o processo que tem como objetivo definir o preço justo para uma oferta pública de valores mobiliários, através de análises da demanda pelo ativo, realizada por um coordenador junto com investidores institucionais.
Dessa forma, a empresa consegue ter uma ideia de preço que poderia praticar em seu IPO, além do quantidade de ações ou títulos a serem oferecidos. Por isso, além de uma pesquisa de mercado, o bookbuiding também funciona como uma reserva de compra para os investidores interessados.
O próprio termo bookbuilding sua tradução é “construção do livro”, teria um significado literal: montar o book de ofertas da futura transação.
OPA - Oferta Pública de Aquisição: o processo de fechamento de capital
(OPA) é a operação em que um acionista, ou um grupo, compra uma parcela, ou a totalidade, das ações de uma empresa listada na bolsa de valores.
O processo de OPA nada mais é do que o fechamento da negociação das ações da empresa dentro do mercado de capitais, ou também chamado: fechamento de capital.
Durante esse processo, o acionista controlador da companhia deverá fazer uma oferta aos demais acionistas minoritários da empresa para garantir a compra do restante das ações.
Esse laudo se baseia em três premissas básicas: preço médio da ação nos últimos 12 meses; fluxos de caixa futuros; e patrimônio líquido por ação da empresa.
Como ocorre a OPA?
No momento em que o processo de OPA se dá início, é necessário que a empresa faça uma publicação através de um fato relevante, atualizando os seus acionistas quanto ao início do processo.
Logo em seguida, o pedido de fechamento de capital deve ser feito em até 30 dias na CVM, da qual decidirá se autoriza ou não desse pedido em um prazo de até 60 dias.
Durante todo esse trâmite, a OPA de uma companhia de capital aberto deverá ser divulgada em jornais de ampla exposição de modo que todos os acionistas tenham o devido conhecimento do processo logo após a sua abertura.
Cada acionista deverá credenciar uma corretora que o represente, de modo que o seu voto sobre concordar ou não com esse procedimento.
Desse modo, se caso 10% ou mais dos acionistas discordarem com o valor proposto pelo laudo, esses acionistas terão até 15 dias para realizar uma nova assembleia para discutirem as falhas na precificação do ativo.
Nesse caso haverá uma nova reavaliação da empresa, e se o novo laudo constar um preço inferior ao anteriormente proposto, o primeiro passará a valer ainda como o oficial.
Se caso o laudo venha a apresentar um valor superior, caberá ao ofertante aceitar a aquisição da empresa com o novo preço no prazo de até 5 dias.
Por fim, caso a oferta pública de aquisição seja confirmada, o depósito do que é devido a cada acionista será creditado na sua conta em até 15 dias depois de aceitada a oferta.
Follow On: o que é e como funciona a oferta de novas ações na Bolsa
É o processo em que uma empresa que já possui capital aberto na Bolsa de Valores resolve emitir novas ações ao mercado.
O follow-on não tem relação com o IPO, o IPO ocorre uma única vez que no seu lançamento de ações. Após isso, todo novo lançamento de ação por parte da empresa é chamado de follow-on.
O principal motivo para uma organização voltar a emitir ações no mercado de capitais é a captação de novos recursos. Esse é sempre o grande propósito de uma abertura de capitais.
Oferta pública primária: acontece quando é realizada a emissão de novas ações/cotas de fundos de investimento que serão ofertadas ao mercado, com ingresso de recursos no próprio emissor da oferta. Na distribuição primária, a empresa emite e vende novas ações ao mercado. No caso, o vendedor é a própria Companhia e, assim, os recursos obtidos na distribuição são canalizados para o caixa da empresa.
Oferta pública secundária: quem vende as ações é o empreendedor e/ou algum de seus atuais sócios. Portanto, são ações existentes que estão sendo vendidas. Como os valores arrecadados irão para o vendedor, ele é que receberá os recursos, e não a empresa. Independentemente de a distribuição ser primária ou secundária, neste momento, com os compradores das ações a empresa amplia o seu quadro de sócios. Os investidores passam então a ser seus parceiros e proprietários de um pedaço da empresa.
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