O campeonato teve grande repercussão à época, sendo destacado em veículos de mídia de vários estados, como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco e Santa Catarina.[7] Em 1971, após o Atlético conquistar o Campeonato Nacional de Clubes, o jornal O Globo afirmou que o clube mineiro teria sido campeão nacional pela primeira vez em 1937.[10]
No dia 25 de agosto de 2023, o Torneio dos Campeões foi homologado pela CBF como a primeira edição do Campeonato Brasileiro.[5][11] O Atlético enviou um dossiê para a CBF em 2022, após a conquista do Brasileirão do ano anterior, e solicitou a unificação da conquista de 1937. Foi feito um reconhecimento semelhante ao de 2010, quando a entidade passou a considerar os campeões da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa/Taça de Prata como campeões brasileiros.[12]
HISTÓRIA:
A competição foi organizada pela Federação Brasileira de Football (FBF), a associação federal que nasceu da briga "amadorismo x profissionalismo” na década de 1930 no Brasil, em que a discussão do movimento começava a emanar. A FBF passou a ter como filiados os clubes que adotaram o regime profissional, enquanto isso, a CBD (atual CBF) ficou com o futebol amador e, também, a seleção brasileira. A discussão entre outros motivos, era principalmente em função das novas exigências de prêmios e remuneração devida aos jogadores profissionais. Então a FBF reuniu alguns times profissionais para realização do torneio,[7] excluindo porém, times que já eram profissionais, como o Bahia[13] e o Internacional.[14]
Ao todo foram seis equipes de cinco estados e duas regiões do Brasil: Distrito Federal, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, estados da Região Oriental;[15] e São Paulo, estado da Região Meridional.[15] Os participantes foram: Fluminense, campeão carioca de 1936 (LCF); a Portuguesa, campeã paulista de 1936 (APEA); o Atlético, campeão mineiro de 1936; o Rio Branco, campeão capixaba de 1936; o Alliança, campeão fluminense de 1936[16] [17] [18]; e a Liga de Sports da Marinha (LSM), equipe dirigida pelo famoso técnico Nicolas Ladanyi.
O Fluminense foi apontado pela mídia esportiva da época como o candidato favorito ao título.[19] O Tricolor Carioca contava com grandes estrelas do clube em sua escalação, como Batatais, Carlos Brant, Preguinho, Russo, Romeu Pellicciari e Hércules, entre outras. A mídia tratava aquela formação, tendo vários jogadores criados no futebol paulista, como a mais forte do Brasil. Para muitos, esse foi o melhor time da história do Fluminense:[20] foi com esse esquadrão que o clube conquistou o Torneio Aberto de 1935 e o Campeonato Carioca de 1936 da LCF (Liga Carioca de Futebol Profissional), que levou o time a participação no Torneio dos Campeões em 1937, derrotando na final o Flamengo de Leônidas da Silva e Domingos da Guia. A imprensa também ressaltava que o principal rival do time carioca na briga pelo título seria o Atlético, que também contava com jogadores de renome nacional como Kafunga,[21] Zezé Procópio,[22] Luiz Bazzoni[23] e Guará.[24]
O Atlético, que já havia se filiado ao profissionalismo em 1933, tinha em 1937 nomes de grande relevância para o futebol mineiro e brasileiro. O dono da meta, por exemplo, era Kafunga, (que ficou mais de 20 anos no clube). No ataque, Guará, que é, até hoje, o quarto maior artilheiro da história do Galo, com 168 gols. Teve a sua carreira prejudicada após sofrer traumatismo craniano em um clássico contra o Palestra Itália, quando tinha apenas 23 anos.[7]
Atlético e Fluminense protagonizaram a grande rivalidade do torneio. Na primeira rodada, os cariocas derrotaram os mineiros por 6x0 no Estádio das Laranjeiras; no returno, em partida realizada no Estádio de Lourdes, o Atlético vencia por 4x1, quando o Fluminense abandonou o jogo aos 18 minutos do segundo tempo. Após seis rodadas, o time mineiro conseguiu quatro vitórias, um empate e uma derrota, sagrando-se campeão do torneio. O título teve repercussão nacional.
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