Chove - Ada Negri (1870-1945)
Chove há apenas uma hora,
mas o menino pensa que já
chove há muito, muito tempo
sobre a grande cidade.
Chove nos telhados e paredes,
chove na longa avenida,
chove nas árvores escuras
com um ritmo triste e uniforme.
Chove: e o aguaceiro se ouve
vindo das janelas
que derramam lentas lágrimas
como meninas mal-humoradas.
Chove lá na rua e em cada casa invade a íntima melancolia
daquela chuva que cai.
Piove - Ada Negri (1870-1945)
Piove da un’ora soltanto
ma il bambino pensa che già
piova da tanto, da tanto
sopra la grande città.
Piove sui tetti e sui muri
piove sul lungo viale
piove sugli alberi oscuri
con ritmo triste e uguale.
Piove: e lo scroscio si sente
giungere dalle vetrate
che versan lacrime lente
come fanciulle imbronciate.
Piove laggiù sulla via
e in ogni casa già invade
l’intima malinconia
di quella pioggia che cade.
SOBRE A POETA* E SUA OBRA
Ada Negri (Lodi, 3 de fevereiro de 1870 — Milão, 11 de janeiro de 1945) foi primeira poeta italiana a ser admitida na Accademia d'Italia.
Sua família era humilde, seu pai, Giuseppe Negri, era cocheiro; sua mãe, Vittoria Cornalba, tecelã.
Após a morte do pai,1871, a poeta passou a ter uma maior influência de sua avó, Giuseppina “Peppina” Panni que trabalhava como zeladora no palácio de uma família da nobreza, os Barni, sendo que Negri costumava acompanhar a avó, assim como escreveu no romance Stella Mattutina, 1921.
Negri obteve o diploma de professora de ensino elementar, na Escola Normal para Meninas de Lodi e aos 18 anos de idade assumiu como professora na aldeia de Motta Visconti, em Pavia.
Na mesma época, passou a escrever poemas que eram publicados em jornais da região.
Nesse tempo foi incentivada a continuar a escrever pelo seu professor, Paolo Tedeschi, sendo que em 1892, Negri publicou um livro de poesias Fatalità que foi bem recebido, tanto por leitores, como por críticos e lhe valeu o prêmio Giannina Milli e também uma nomeação como professora na escola normal de Milão.
Na grande cidade, conheceu jovens intectuais e políticos socialistas: o jovem intelectual Ettore Patrizi, de quem ficou noiva e políticos, como, Filippo Turati, Benito Mussolini e Anna Kuliscioff.
Em 1896, publicaTempeste, obra em que reflete sobre a desigualdade social e que contém um certo pessimismo; ainda nesse ano, rompe o noivado e se casa com outro homem, o industrial Giovanni Garlanda, de Biella, um fã de sua poesia, com quem teve duas filhas: Bianca e Vittoria.
Em 1913, Negri se separou do marido e foi viver com a filha em Zurique, Suíça, onde ficou por um periodo e depois retornou à Itália.
Seu unico romance é Stella Mattutina (Estrela da manhã), 1921, inspirado em suas visitas ao Lago de Como.
Em março de 1923, Negri escreveu I canti dell'isola, inspirado em sua estadia na ilha de Cápri.
Em 1927, Benito Mussolini indica a poeta para o Premio Nobel de Literatura, mas ela não ganha a honraria.
Em 1940, Ada Negri foi admitida na Accademia d'Italia, sendo a primeira mulher a conseguir isso, como dito acima.
A 11 de janeiro de 1945, Negri foi encontrada morta - aos 74 anos - por sua filha Bianca, em seu escritório, em Milão.
*Uso o termo poeta, indistintamente, para o homem ou para a mulher que façam poemas, assim como ensinou a grande poeta brasileira Cecília Meireles.
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